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Nos dias 24 e 31 de agosto o judiciário foi palco do debate sobre o uso controlado do amianto crisotila no Estado de São Paulo. A ocasião reuniu 35 expositores entre especialistas de órgãos públicos e privados, entidades da sociedade civil, representantes da indústria, de trabalhadores, entre outros. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 3937) questiona lei estadual que proíbe a exploração e comercialização de amianto em solo paulista. O relator é o Ministro Marco Aurélio. Aqui você encontra o resumo de todas as exposições feitas durante Audiência Pública realizada no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Todas as formas de amianto são perigosas, diz professor





Arthur Frank, membro do Collegium Ramazzini, professor patologista e pesquisador dos efeitos cancerígenos da espécie crisotila de amianto, falou durante audiência pública que discute o uso seguro do amianto representando a Associação Brasileira de Expostos ao Amianto. O docente afirmou que todas as formas de amianto, inclusive a crisotila, são perigosas.

Para fiscal do trabalho, riscos não são aceitáveis



Fernanda Giannasi, auditora fiscal do trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, iniciou sua apresentação durante audiência pública que debate o uso seguro do amianto no Estado de São Paulo lembrando que o amianto foi considerado pelo senado francês como a catástrofe sanitária do século 20.

Uso seguro é questionado por cientista





Barry Castleman foi um dos expositores na audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) que debate o uso do amianto no Estado de São Paulo, afirma que todos os países industrializados recusaram o conceito de Uso Controlado do Amianto, pois perceberam que as regulamentações seriam inadequadas.

“Decisões devem ser baseadas em respostas atuais da ciência”, defende biólogo



Dr. Jacques Dunningan é PhD em Biologia desde 1963 e professor assistente do Departamento de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Sherbrooke desde 1964. Representando a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria na audiência pública que debate a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 3937) no Supremo Tribunal Federal (STF), o docente ponderou que quatro mitos relacionados ao amianto devem ser esclarecidos.

Exportação cresce mais que consumo interno, diz pesquisadora


Ana Lucia Gonçalves da Silva, professora do Instituto de Economia da Unicamp, apresentou na audiência pública que debate o uso seguro do amianto no Estado de São Paulo dados de sua pesquisa sobre o setor. De acordo com  a docente, a produção de amianto vem caindo gradativamente.

Gonçalves da Silva argumenta que na década de 70, produzia-se  cinco milhões de toneladas de amianto, contra menos de 2,5 milhões de toneladas em 2007, sendo que 90% da produção estão concentradas em poucos países. "Isso reflete o crescimento do número de países que tem optado pelo banimento do amianto", diz.

Falando sobre o consumo mundial, a professora afirmou que95% do uso se concentram em países periféricos do leste europeu, da Ásia e da América Latina, onde a renda é mais baixa. No Brasil, observa Gonçalves da Silva, 68% da produção brasileira de amianto vai para o comércio externo.

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